
A noite era calma, serena, escura
e a brisa sussurrava os segredos do mar
conseguia-se contar as estrelas do céu
tudo podia ser alcançado com o olhar...
As ruas estão vazias, a cidade está deserta
a luz de cada candeeiro é suspeita, é incerta
em cada canto escuro pode espreitar o perigo
a mente desconfia, o bem-estar é relativo...
Faz-se notar o cheiro de petróleo
e ligeiramente ouve-se um lápis a escrever
move rapidamente como se tivesse pressa
inspiração, ou apenas algo importante pa dizer...
A outra mão, a que não escreve, ele passa pela testa
será o calor da chama, ou um sentimento que desespera
os olhos focam-se na chama que começa a apagar
será o tempo a acabar, ou é algo que ele espera?
A lanterna cai, e o fogo apodera-se das palavras
aumentou a luz, mas já nao há onde escrever
todas as palavras e sentimentos viram cinza
agora ninguém saberá, ninguém poderá ler...
Tudo foi consumido e apagado pelo fogo
pela pequena chama que estava prestes a apagar
tudo se foi, até as cinzas o vento as levou
não há nada para ler, para sentir, para relembrar...
Abro os olhos, ainda estou no mesmo lugar
a mesma noite, o mesmo banco, o mesmo mar
pergunto-me quem seria o pequeno poeta
quando voltará a chama fazer seus olhos brilhar
pergunto-me o que posso afzer para te ajudar?
Pequeno poeta sente e não pares de escrever
porque quando escreves podes ser o que quiseres
escreve, impa as lágrimas que a tua alma chora
porque no fim, haverá paz quando o fizeres...
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